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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Diretrizes Curriculares (IBA) Ciências Atuariais

Equipe ia.pro.br
Art. 8º - O Núcleo de Conhecimentos Fundamentais consiste num conjunto de três saberes organizados em componentes curriculares que estruturam as Ciências Atuariais, cuja seleção e organização em disciplinas devem ser feita, autonomamente, pela IES:
I. Ciências matemáticas, estatísticas e da informação:
a) Matemática.
Geometria analítica. Álgebra linear. Cálculo diferencial e integral. Equações diferenciais. Cálculo numérico.
b) Estatística.
Estatística básica. Amostragem. Análise exploratória de dados. Inferência estatística. Modelos lineares. Séries Temporais. Análise multivariada.
c) Probabilidade.
Modelos probabilísticos para variáveis aleatórias uni e multidimensionais. Lei dos grandes números. Teorema central do limite. Simulações. Processos estocásticos.
d) Sistemas de Informação e Computação.
Teoria de sistemas. Processos de trabalho. Segurança das informações. Análise Relacional. Fundamentos de computação. Programação. Banco de dados. Pacotes estatísticos e atuariais.
II. Ciências Atuariais:
a) Atuária.
Desenvolvimento da Ciência Atuarial. O profissional de Atuária. Contextos históricos, políticos, econômicos e sociais das trajetórias das organizações ligadas ao campo de atuação do atuário.
b) Matemática Atuarial.
Anuidades. Seguros de vida. Prêmios. Reservas matemáticas. Teoria de múltiplos decrementos. Premissas atuariais. Modelagem de planos de benefícios: regimes financeiros e métodos de financiamento.
c) Teoria do Risco.
Distribuições probabilísticas do número de sinistros e dos valores dos sinistros. Processo de ruína. Solvência. Mecanismos de pulverização dos riscos: cosseguro e resseguro. Tarifação. Teoria de credibilidade.
d) Demografia.
Técnicas de análises demográficas. Tábuas de mortalidade. Análise de sobrevivência. Projeções demográficas. Composição populacional.
III. Formação interdisciplinar e complementar:
a) Economia.
Microeconomia: teoria do consumidor, teoria da firma, incerteza, assimetria informacional.
Macroeconomia: contas nacionais, inflação, renda, desemprego. Políticas fiscal, monetária e cambial. Economia brasileira.
b) Finanças.
Matemática financeira. Administração financeira de curto e longo prazo. Análise de investimentos e estudos dos principais mercados: de créditos e de capitais. Análise integrada dos ativos e passivos atuariais. Finanças estocásticas. Econometria. Análise de riscos.
c) Contabilidade, Auditoria e Perícia Atuarial.
Técnicas e princípios contábeis. Estruturação e análise das demonstrações financeiras. Contabilidade e análise de balanço de entidades securitárias e previdenciárias. Custos aplicados à atuária. Fundamentos de perícia e auditoria. Perícia e Auditoria Atuariais.
d) Gestão.
Fundamentos de administração. Modelos de gestão. Princípios de gerenciamento de projetos, equipes, processos e negócios.
e) Ética e Legislação.
Ética e direito social. Legislação societária. Legislação de seguros, resseguro e capitalização. Regulação. Legislações da previdência social e complementar. Normas nacionais relativas aos órgãos de regulação.
f) Disciplinas Complementares.
Redação em língua portuguesa. Língua estrangeira. Requisitos legais estabelecidos pelos órgãos normativos.




Investidor volta ao País com reforma responsável, diz assessor da Presidência

Equipe ia.pro.br
O País pode, conforme ele, ter um boom econômico e até aumentar os benefícios previdenciários no futuro de uma forma responsável

Investidor volta ao País com reforma responsável, diz assessor da Presidência - InfoMoney
Veja mais em: https://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/8329044/investidor-volta-ao-pais-com-reforma-responsavel-diz-assessor-da-presidencia

Comissão Especial Reforma da Previdência

Entusiastas da reforma da Previdência fazem promessa sem garantias

Equipe ia.pro.br







A reforma da Previdência precisa ser mais leve e gradual. Parte de um planejamento fiscal que o mercado precisa acreditar e aceitar

Após cair 3,5%, em 2015, e 3,3%, em 2016, o PIB vem subindo pouco mais de 1% nos anos seguintes, o que já se espera repetir este ano. Tal ritmo representa ainda maior estagnação em termos per capita: 0,4% ao ano, de 2017 a 2019. De acordo com o governo e alguns economistas, sobretudo os ligados ao setor financeiro, a retomada do crescimento depende das reformas, como a trabalhista e o teto de gastos, já aprovadas, e a previdenciária, na forma que estão propondo.
De início, cabe indagar: retomar o crescimento para quem? De um ponto de vista ético, devemos buscar melhorias na qualidade de vida de todos. Os “reformistas” pregam que, retomando-se o crescimento de um forma vigorosa, a geração de empregos será tal que a disputa por mão de obra elevará a remuneração do trabalho em geral a níveis muito maiores que os até então praticados no país, permitindo até que todos constituam poupança para uma aposentadoria melhor do que nas condições atuais.
Por certo, é uma promessa sem garantias. Até bastante temerária. Apostar nela é bem mais fácil para empresários e rentistas, que querem continuar pagando menos tributos do que nos países desenvolvidos, alegando ser a carga tributária no Brasil muito alta. A carga tributária média, para todos, está entre as maiores dos países de renda média. Mas, para os estratos de maiores rendas, segue muito baixa no Brasil. Em particular, querem pagar menores salários, tributos e benefícios para os empregados, a fim de aumentarem os lucros no curto prazo, mesmo que, lá na frente, o empobrecimento da população venha a reduzir suas vendas.
Com a população envelhecendo, as regras previdenciárias precisam de alguns ajustes. O problema é que a proposta do governo é conseguir quase toda a economia em cortes no RGPS. De início, para avaliarmos as condições de nosso sistema previdenciário, devemos separar o RGPS, o regime geral de previdência social para os trabalhadores da iniciativa privada, dos RPPS, regimes próprios de previdência social, para os servidores públicos. São contextos muito diversos.
Um total de 83,4% dos benefícios do RGPS são de menos de dois salários-mínimos. Por isso, eles têm uma natureza também de política social. Em grande parte dos casos, são a maior fonte de renda de toda a família. Também estão entre as principais fontes de renda de grande parte das pequenas cidades. Quando se reduz os valores desses benefícios, inclusive dos assistenciais, ou se adia a sua concessão, aumentando a idade mínima para a aposentadoria, uma legião de pessoas mais vulneráveis são penalizadas. O efeito se propaga com a redução que causa nas vendas: o comércio não fatura, a indústria não fatura, ambos desempregarão trabalhadores.
A proposta do regime de capitalização para a Previdência Social chega a ser ainda mais aberrante. Suprime o atual financiamento tripartite, determinado em nossa Constituição, vedando expressamente a participação do Estado, e eliminando, em seus pronunciamentos, a contribuição patronal. De acordo com cálculos da Unafisco – Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, com a contribuição apenas do empregado a sua aposentadoria poderá cair para algo entre um terço e um quinto de seu salário na ativa, a depender das taxas que remunerarão os bancos gestores. Esses resultados são para os que conseguirem atingir os 35 anos de contribuição. Grande parte passa por longos períodos de desemprego ou no setor informal. Uma aposentadoria igual ao ganho na ativa, para todos os trabalhadores, não seria alcançada nem com a participação patronal nos níveis atuais. Depende da manutenção do financiamento do Estado.

Os RPPS, por sua vez, não têm natureza social, ao menos de grandes dimensões. Por isso, podemos nos concentrar mais em questões atuariais – se o montante de contribuições previdenciárias de empregados, empregadores e Estado cobre as aposentadorias nos valores concedidos. Claro que, como os servidores públicos não têm FGTS, há que se imputar esses valores em simulações. Mesmo assim, muitos servidores não terão aposentadoria com consistência atuarial. Vão colher o que não plantaram. Para esses – e a maior inconsistência está na dos militares – pode-se e deve-se fazer alguns ajustes.





A reforma da Previdência precisa ser mais leve e gradual. Parte de um planejamento fiscal que o mercado precisa acreditar e aceitar, por ser o possível para um crescimento inclusivo, sem aumento das desigualdades. Possivelmente o aumento da confiança tenha seu peso, mas pode não ser suficiente para provocar a retomada de um crescimento mais robusto. Assim, esse planejamento fiscal precisaria incluir também algum aumento nos investimentos públicos em infraestrutura, sobretudo para gerar a demanda necessária para reanimar a economia. São indispensáveis, ainda, parcerias público-privadas para infraestrutura e outros investimentos.



quinta-feira, 23 de maio de 2019

Abertura de uma empresa: Contabilidade

Equipe ia.pro.br





Já parou para pensar no quão importante é a atividade da contabilidade para a abertura de uma empresa?
Para que uma empresa seja mantida saudavelmente, a contabilidade é uma indispensável aliada.
Além de ser um serviço que tem a capacidade de reduzir impostos, utilizando o Planejamento Tributário correto, a contabilidade é muito importante para qualquer porte e atividade de empresa.
Mais do que alguém que vai cuidar das contas, o contador também é o profissional que ajuda a abrir, manter e encerrar as empresas.
É através da contabilidade que ocorre a análise, controle e organização de seu Patrimônio, seja a entidade com ou sem fins lucrativos, bem como as pessoas físicas.
A abertura de uma empresa é bem complexa, no âmbito geral, mas com o auxílio potencializador da contabilidade, se torna algo prático e tem maiores chances de garantir sobrevivência.
As ideias são o primeiro ponto de partida, mas não bastam. É preciso que todos os detalhes da empresa estejam documentados para o melhor aproveitamento dos recursos que serão disponibilizados.
Nesse artigo irei listar alguns pontos cruciais da contabilidade, que irão te fazer entender o quanto ela é importante para uma empresa.
Boa leitura!
Desenvolvendo o seu Patrimônio
abertura de uma empresa
O Patrimônio é um dos pilares que irá definir o sucesso da empresa, além do fato de que a entidade só é criada após o investimento de cada sócio, que por sua vez é descrito no Contrato Social.
Ele é definido por ser o conjunto de bens, direitos e obrigações que pertencem à pessoa física ou jurídica, mesmo que opere com ou sem finalidade lucrativa; E onde:
• Bens: São elementos tangíveis e intangíveis, que de alguma forma compõem a entidade e servem de solução para satisfazer necessidades e desejos dos clientes, como o estoque de produtos, terrenos, softwares e patentes.
• Direitos: Representa tudo aquilo que a empresa tem para recebimento por conta de sua operação, como os clientes, as duplicatas a receber e as aplicações financeiras.
• Obrigações: São questões referentes às dívidas e impasses que a empresa possui, como fornecedores, duplicatas a pagar, salários e empréstimos.
Em suma, no ativo da empresa consta a parte positiva do balanço, que são os Bens e os Direitos.
Já no passivo consta o lado negativo do balanço, que são as Obrigações e a divisão do patrimônio líquido – PL – entre o quadro de sócios.
O Patrimônio é divido entre o ativo e o passivo, sendo que para os dois lados existem os Circulantes e Não-Circulantes.
Ativos e passivos circulantes se referem a fatores realizáveis e de retorno à curto prazo, ao contrário dos ativos e passivos Não-Circulantes referem-se à fatores à longo prazo.
Estabelecendo um Plano de Contas
Na abertura de uma empresa, devem-se levar em conta todos os aspectos possíveis que irão influenciar, em algum momento, no negócio, seja do passado, presente e futuro.
abertura de uma empresa
O Plano de Contas é onde são inseridas todas as informações contábeis pertinentes ao negócio, a fim de arquiteta-lo financeiramente da melhor forma e mais completa possível.
Assim você terá uma base de dados maior para as tomadas de decisões e terá maior praticidade e tranquilidade para operar positivamente.
Mas é indispensável que sejam colhidas informações apropriadas às atividades pretendidas, para que as previsões e análises sejam bem mais precisas e úteis.
Definindo a tributação da empresa
Os impostos são recolhidos de cada segmento de acordo com as atividades exercidas.
E nada melhor do que ter um contador para realizar um minucioso trabalho para ajudar na escolha de qual regime tributário a empresa irá se enquadrar anualmente.
abertura de uma empresa
A Declaração do Imposto de Renda também é outro serviço contábil que, quando bem feito, pode ser bastante vantajoso para a empresa, assim como para a pessoa física que fica por trás do negócio.
Diante da complexidade e da constante manutenção da legislação tributária e fiscal, ter um contador atualizado com as Leis é fundamental para não finalizar o exercício endividado e até falir.
Registrando os fatos e atos contábeis
Num contexto ampliado, os Registros Contábeis podem ser definidos com o conjunto de dados para nortear a administração financeira do negócio.
De forma geral, os atos contábeis não são registrados por não causarem alteração no patrimônio da empresa, a não ser que sejam registrados como Contas de Compensação, que é um tipo de controle à parte do sistema patrimonial.
O ato contábil pode ser um contrato assinado sem relevância monetária ou o registro de novos funcionários…
Já os fatos contábeis serão registrados exatamente por provocarem alteração no patrimônio da organização, como a compra de materiais e de insumos operacionais rotineiros.
Logo….
A entidade poder desfrutar de uma contabilidade bem feita, ética e transparente é algo que impulsiona ainda mais o valor que o cliente irá depositar nela.
Com a Contabilidade bem estruturada, a abertura de uma empresa o seu desenvolvimento geral é mais certo, pois os dados serão capazes de identificar as melhores práticas e alternativas financeiras para o negócio.
Será possível criar projeções mais assertivas com o uso de um bom serviço contábil.
E, antes de tudo, o contador é quem realiza os processos para a abertura de uma empresa e é através do mesmo que haverá fundamentos para agir gerencialmente.

CIÊNCIAS ATUARIAIS: JURAMENTO, SÍMBOLO E COR DO CURSO

Equipe ia.pro.br

CIÊNCIAS ATUARIAIS: JURAMENTO, SÍMBOLO E COR DO CURSO



Juramento do Atuário
Prometo, no exercício da profissão que me confere o diploma de Bacharel em Ciência Atuariais, cumprir os sagrados deveres inerentes ao meu grau, tendo em vista os interesses que me forem confiados, mas subordinando-os aos preceitos da ética e dos ensinamentos da Ciência Atuarial, para o bem do Brasil e da Humanidade".



Símbolo e Cor do Curso



A formação de Atuária iniciou-se pelo Decreto nº 20.158, de 30 de junho de 1931.

Em 22 de setembro de 1945, quando os cursos de Ciências Contábeis e Ciências Atuariais foram aglutinados pelo Decreto–Lei nº7.988, os cursos passaram a utilizar a cor rosa, pois esta cor já pertencia ao curso de Ciências Contábeis.

Com a separação dos cursos em 31 de junho de 1951pela publicação da Lei nº 1.401, a cor rosa permaneceu sendo do curso de Ciências Contábeis e muitos formandos em Ciências Atuariais passaram a utilizar como símbolo a ampulheta e como cor o azul real.

Assim, a partir de consulta aos Conselhos Regionais Profissionais por tradição (usos e costumes passados de uma geração para outra), conforme publicado no ATUAR 72, ano X, de março e abril de 2005, foram adotados e oficializados para os cursos de Ciências Atuariais no Brasil, pelo IBA, o símbolo ampulheta e a cor azul-real.

Custo para bancar capitalização expõe déficit atuarial

Equipe ia.pro.br

Custo para bancar capitalização expõe déficit atuarial




Segundo Paulo Tafner, o desequilíbrio ocorre porque o Brasil já está na fase de consumo das reservas e não na etapa de acumulação

O Valor Econômico destaca que o aval do Congresso para a criação de um sistema de capitalização no sistema público de aposentadorias na reforma da Previdência ajudaria muito o quadro fiscal brasileiro, mas esse é um tema que precisa ser tratado com cuidado. Quem faz o alerta é Paulo Tafner, economista e pesquisador da Fipe/USP, um dos “pais” da proposta que está sob avaliação da Câmara dos Depurados.
“Não há uma saída da repartição para a capitalização sem um custo elevado”, disse após apresentação na sede da Brasilprev, em São Paulo, como parte da programação da 6a Semana Nacional de Educação Financeira. “Isso que se chama de custo de transição, na verdade, é a explicitação de um déficit atuarial.”
Segundo o pesquisador, o desequilíbrio ocorre porque o Brasil já está na fase de consumo das reservas e não na etapa de acumulação, além de enfrentar um rápido envelhecimento da população. “Pelas minhas contas, o país começa a consumir frações do PIB até chegar a 3,5%. Como financiar isso, não sei.”
No estudo que balizou a proposta de reforma, Tafner disse que calibrou para que a capitalização mesmo valesse a partir de 2030, permitindo a pessoas nascidas a partir de 2014, quando ingressassem no mercado de trabalho, fazer a opção de construir uma poupança individual e não financiar o resto do sistema.
“Só que daí é preciso arrumar um jeito de financiar isso.” Nesse modelo, os recursos de quem escolhesse a alternativa da capitalização não comporiam o bolo de repartição para aqueles que permanecessem no regime geral. Pelos seus cálculos seriam necessários bem mais que os R$ 300 bilhões, que chegaram a ser estimados pelo governo, para cobrir esse rombo.
A expectativa é que a perna da capitalização não seja aprovada na reforma atual. O Congresso apenas autorizaria a sua criação por meio de uma lei complementar.

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